Eu te peço perdão por te amar de repente embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos das horas que passei à sombra dos teus gestos bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos das noites que vivi acalentando Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente. E posso te dizer que o grande afeto que te deixo não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas nem as misteriosas palavrasdos véus da alma... É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias e só te pede que te repouses quieta, muito quieta e deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar estático da aurora.FELIZ ANO NOVO

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Ternura - Vinícius de moraes
Eu te peço perdão por te amar de repente embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos das horas que passei à sombra dos teus gestos bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos das noites que vivi acalentando Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente. E posso te dizer que o grande afeto que te deixo não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas nem as misteriosas palavrasdos véus da alma... É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias e só te pede que te repouses quieta, muito quieta e deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar estático da aurora.
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